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Dicas de latoaria

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Conheça procedimentos para agilizar os trabalhos de repintura e, ao mesmo tempo, trazer mais qualidade para a atividade

O pintor na oficina pode se beneficiar de uma série de dicas para obter o menor custo com a máxima qualidade na repintura. Vamos apresentar algumas.

Dicas na funilaria
Todos os funileiros devem conhecer as técnicas de desamassamento sem pintura (martelinho de ouro). Embora a técnica nem sempre consiga salvar uma pintura, na maioria dos casos pode reduzir a área em que a pintura seria danificada por uma funilaria comum.
Os funileiros devem conhecer os processos de repintura a fim de compreender as diferenças que ocorrerão caso tomem uma ou outra atitude ao longo do processo de reparo. A lima deve ser utilizada apenas para identificar os pontos que devem ser desamassados e não para desgastar a chapa, com a finalidade de eliminar pontos eventualmente ressaltados.

Aplicação da massa poliéster
Partimos agora do princípio que a chapa foi devidamente reparada, danificando ao mínimo a pintura original. A aplicação da massa deve ser feita somente sobre a área de chapa descoberta. Aplicar a massa poliéster sobre resíduos de tinta é um erro gravíssimo, que pode comprometer todo o trabalho. Isto porque, na maioria das situações, após o acabamento ter sido concluído, ocorrerá um mapeamento na região em que foi aplicada a massa de poliéster sobre a tinta.

Dicas para esta etapa
Preparar pequenas quantidades de massa facilita a aplicação, que deve ser a mais uniforme possível. Aplicar somente a quantidade necessária. Lembre: quanto mais massa se aplica, maior é o tempo de lixamento e o custo do desperdício (mais lixas; saturação dos filtros da zona de preparação; mais pó no ambiente, que aumenta os problemas de polimento etc.).
Recomenda-se o uso de lixas de grão P80, seguido de grão P220. Algumas pessoas preferem utilizar, além dessas, um grão intermediário (P150), mas é importante lembrar que o primer de alto sólidos, da maioria dos fabricantes de tinta, possui a capacidade de cobrir os riscos do grão de lixa P220. Portanto, não é necessário utilizar um grão menor nessa etapa.
Tirar as ondulações do reparo manualmente com o grão P80 e somente usar o grão P220 após não haver mais ondulações. A lixa de grão P220 deve ser utilizada com uma lixadeira roto-orbital, com uma espuma entre o prato da lixadeira. Dessa forma, eliminam-se apenas os riscos produzidos pela lixa de grão P80.
Após o lixamento da massa, lixar cerca de 10 centímetros além da área com massa em que tenha sido empregada a lixa de grão P320. Assim, deixa-se a peça pronta para receber o primer.

Aplicação do primer
A etapa de aplicação do primer também é decisiva no custo do processo. Portanto, valem as dicas abaixo. Mascarar em volta da área em que o primer será aplicado serve para orientar o pintor para os limites da aplicação, evitando que esta aumente demasiadamente. Não chegar com o primer até o mascaramento, a fim de não produzir degraus que aumentarão o tempo de mascaramento.
Utilizar o painel infravermelho para secagem somente quando o veículo for o próximo a ser lixado. Os primers disponíveis no mercado secam em temperatura ambiente dentro de uma a três horas. Isso ajuda a reduzir os gastos com energia elétrica.
Caso o primer seja seco em estufa ou por painel infravermelho, deve-se esperar que retorne à temperatura ambiente antes de ser lixado. Recomenda-se, de maneira geral, a utilização de lixas de grão P320 para então usar as de P400 e P600. Sempre que possível, use lixadeira roto-orbital com uma espuma entre a base da lixadeira e a lixa.

Acabamentos
Algumas recomendações:
Difuminar (alongar) a tinta é a única forma de tornar imperceptível a diferença entre a tinta do carro e a que está sendo aplicada.
Passar o pano pega-pó a cada passada de tinta poliéster elimina as sobras causadas por partículas de tinta (principalmente o alumínio nas cores metálicas), que eventualmente fiquem soltas sobre a peça.
Duas passadas de verniz poliuretânico são suficientes em qualquer trabalho de repintura.
A textura do acabamento pode ser feita com a pistola, e não no polimento com se vê em algumas oficinas.
Sempre que a área de pintura for pequena (uma ou duas peças), dar preferência pela secagem do verniz com painel infravermelho. É preciso aguardar 10 minutos após a aplicação do verniz, antes de retirá-lo da cabine.

Polimento
Caso as operações anteriores tenham ocorrido corretamente, pouco restará a polir, com a exceção de um ou outro cisco que tenha caído sobre o verniz. Para esses casos, recomenda-se um polimento localizado para retirar apenas as impurezas que estejam sobre o verniz, e não sua textura (que, a esta altura, deve estar semelhante à textura do resto do veículo). Concluído esse processo, seguidas as recomendações, você tem uma pintura mais eficiente, realizada num prazo mais enxuto.
Relacionamos, portanto, algumas dicas para que a funilaria possa ser usada a favor do trabalho de repintura:Quando o funileiro escolhe a técnica que será utilizada no processo de reparo, ele pode aumentar ou reduzir significativamente a área a ser repintada. Você pode até pensar: Como aumentar a área de repintura, se a peça será toda envernizada?. O certo é que a funilaria não aumenta o tamanho de uma porta, de modo que não se aumenta a quantidade de verniz a ser aplicado em toda a peça. Mas é preciso lembrar que todo o processo anterior, referente à aplicação dos materiais de preparação, pode aumentar ou diminuir dependendo de como se faz a funilaria.

Fonte: SindirepaPR

 
 
 
by AméricaDez
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