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Restaurador dá nova vida a carrinhos

segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Toda semana o administrador carioca Fábio Torres chega em sua casa, em Botafogo (RJ), e encontra pacotes fechados que chegam pelo correio. Antes de abri-los ele já sabe o conteúdo. São miniaturas que colecionadores do Brasil inteiro enviam para restauração, trabalho que pode levar até três semanas, pois Torres faz as reformas em suas horas vagas. Embora eu seja bem conhecido no ramo, continuo tratando isso como um hobby, afirma. 

 Antes e depois: Mercury Cougar da Matchbox, ainda sob domínio da inglesa Lesney

Depois que recebe as caixas, Torres avalia o estado de conservação das peças e inicia a desmontagem. Ele utiliza um removedor para tirar a tinta antiga e lixa a superfície. O processo de pintura é parecido com o utilizado em carros de verdade. Primeiro uma camada de primer, material que permite a adesão da tinta ao metal, tinta e verniz. Inclusive os decalques originais são reproduzidos. Entre cada etapa, o profissional aguarda um intervalo de 24 horas para secagem. Ao final, o carrinho é remontado e até os rebites que ligam o chassi à carroceria são refeitos.




O interesse pela restauração surgiu por acaso. Torres começou a colecionar carrinhos "matchbox", miniaturas na escala 1:64, com seu filho em 2002. Tomou gosto pelo assunto e no ano seguinte começou a personalizar suas réplicas. Nas primeiras transformações, apenas trocava as rodinhas e pequenas peças. Depois iniciou modificações na pintura. Adquiriu um aerógrafo, uma espécie de pistola de tinta em forma de caneta, e procurou informações sobre como usá-lo em fóruns na internet.


Fábio Torres em sua oficina improvisada dentro de casa (Fotos: arquivo pessoal)

O passo seguinte foi começar a restaurar miniaturas em mau estado. As pessoas me traziam carrinhos brincados, da época em que eram crianças, e queriam conservá-los, conta. "Comecei a desenhar os decalques originais e fazer pinturas que deixassem as peças com a aparência original."


Torres também atende colecionadores que querem recuperar modelos raros ou que se desgastaram com o tempo. "Eu não fabrico peças. Muitas vezes tenho que aproveitar as existentes ou enxertar componentes de miniaturas parecidas", diz. Os para-brisas são feitos de plásticos e não é possível remover os arranhados. Neste caso, Torres os substitui por similares.



FAÇA VOCÊ MESMO: Para se aventurar na restauração de miniaturas, você precisará de alguns equipamentos. O kit básico exige um aerógrafo, compressor de ar, tintas automotivas, lixas, serrinhas, microrretífica e furadeira. Técnicas e guias podem ser encontrados nos fóruns de colecionadores na internet. Cuidado com removedores e abrasivos. Utilize óculos de proteção para usar serras e ferramentas elétricas. Produtos químicos exigem uso de luvas.

SERVIÇO
DiecastMania Customs
fabiostorres@hotmail.com

Quanto custa?
R$ 40 para restauração de um modelo básico


Fonte: Revista ZAP

 
 
 
by AméricaDez
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